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Acordar com o Facebook acampando em seu jardim foi, sem dúvida, um forte e doloroso golpe sofrido pelo Orkut. Ainda mais aliado à informação de que a base do concorrente atingiu 5,3 milhões de usuários no Brasil no mês de setembro, tendo dobrado em apenas 5 meses.

A estratégia utilizada pela gigante rede social social de origem americana foi simples e direta: “Sequestrar” o máximo possível de usuários, disponibilizando uma ferramenta que possibilitasse encontrar seus contatos do  Orkut que já fazem parte do Facebook.

Hoje, em um evento em sua Sede Brasileira na cidade de São Paulo, o Google apresentou a nova versão de sua rede social, que ainda lidera o mercado brasileiro em total de usuários em sua base local, com 27,7 milhões de usuários. O acesso às novidades será gradativamente liberado aos usuários, que também poderão enviar convites aos seus amigos para que eles também possam ter acesso à nova versão.

Nova Interface do Orkut

Veja a nova interface em ação

Confira as principais mudanças e o seus impactos:

Mudança na dinâmica de interação da rede

O estímulo de interações dos usuários vinha sendo (e de longe) o calcanhar de Aquiles do Orkut frente a serviços como o Facebook e o Twitter. O esforço para suprir essa deficiência, chega através da funcionalidade “What are you up to?” (O que você está fazendo?), que convida o usuário a uma interação que reflete suas ações ou pensamentos naquele momento, o que certamente tornará o fluxo da troca de mensagens muito maior, aproximando ainda mais os usuários e posicionando a rede social dentro de um modelo real-time web.

Nova Interface

A nova interface do Orkut foi desenvolvida utilizando framework Google Web Toolkit que, através de bibliotecas javascript e AJAX, proporcionará interações mais dinâmicas com outros serviços e aplicativos do Google como Google Maps, Google Wave e Youtube.

Em sua nova home, os usuários poderão interagir de forma mais rápida e intuitiva, tendo fácil acesso às informações de seu perfil, mensagens, fotos, vídeos e outras funcionalidades através de um sistema de abas dinâmicas.

Mais possibilidades de customização e segurança

Será possível aos usuários alterar o esquema de cores da nevagação, assim como o posicionamento de alguns itens da interface. Já no quesito segurança, os itens como fotos, vídeos e scraps ganharão um novo esquema para aplicação de diretivas sobre os usuários que terão permissão ou não para acessar estes conteúdos em seu perfil.

Novo Orkut Mobile
A nova versão mobile da rede social, vem de encontro a um crescimento acelerado da base de usuários que utilizam dispositivos móveis com sistemas e browsers que  dão suporte a uma experiência de navegação e interação mais completa.

A nova funcionalidade “What are you up to?” favorece o envio de mensagens rápidas ao estilo micro-blogging, que certamente contribuirá como um estímulo a mais para o crescimento do número de usuários que acessarão a rede através desta modalidade.

Agora nos resta acompanhar como será a adaptação dos usuários a essas novas funcionalidades e ferramentas.

E você? Quais são os aspectos e mudanças que mais chamam sua atenção?

* Agradeço ao amigo @sagas pelo screenshot enviado.

A LG promoveu mais uma ação de experimentação para um de  seus novos celulares usando como plataforma de ativação as mídias sociais, tendo como participantes 18 convidados entre twitters e bloggers, que participariam de um final de semana de atividades no litoral de São Paulo onde teriam a oportunidade de testar as funcionalidades do aparelho.

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Resumindo, uma ação nos mesmos moldes do Safari Urbano da LG que, na época, também sofreu alguns questionamentos acerca do modelo e condições em que se deram a experimentação do produto.

Tudo corria aparentemente bem, até que, em um dado instante, usuários começaram a expressar sua insatisfação seja ela com relação à ação ou com produtos da marca através do Twitter,  chegando estas, em alguns momentos, a dominar quase que praticamente toda a página inicial do Livestream da ação.

A partir desse momento, entraram em campo os defensores do “fale bem ou falem mal, mas falem de mim” dizendo que a campanha podia ter seu sucesso atestado pela mobilização  gerada, pouco importando se esta fosse positiva ou negativa.

Seguindo esta lógica, se conseguirmos juntar uma multidão de 10 mil pessoas em frente a sede da empresa querendo apedrejá-la, teremos como resultado uma mobilização de sucesso.

A partir do momento em que estabelecemos um canal de comunicação aberto com os consumidores, é previsível e óbvio que por mais que tentemos determinar um “assunto”, quem estabelece o tom da conversação é o consumidor.

O máximo que podemos arriscar é uma tentativa de direcioná-lo, porém, é ele quem determina o que lhe é relevante nesse processo. Se para o consumidor, o que ele tem a dizer a uma marca, diz respeito a sua insatisfação com ela independentemente do motivo, é isso que ele fará. Não adianta dizermos que temos uma câmera com X megapixels ou que somos pessoas bacanas, assim como eles.

Não obstante, o fantasma da censura passou a figurar e, de forma súbita e calada, hora ou outra fazia com que alguns posts de usuários simplesmente “desaparecessem” do Livestream.

Em mídias sociais, nem sempre todas as ferramentas atendem aos propósitos de todas as ações. Estabelecer um canal aberto de comunicação com os consumidores exige cuidado. Antes disso, precisamos ter a certeza de que a marca em questão está em dia com sua lição de casa.

Na minha opinião, a linha argumentativa defendida por muitos profissionais desse mercado de que as mídias sociais não tem “poder” suficiente para destruir uma marca, é perfeita. Exceto por um pequeno detalhe: em ações desse tipo o contato consumidor x marca é capaz de estabelecer um alto grau de influência, seja ela positiva ou negativa. Fora isso, o mérito pela da construção ou destruição de uma marca está ligado diretamente ao relacionamento e relações de reciprocidade entre ela e seus consumidores.

Falarmos em um vasto universo de milhões de consumidores quando o produto em questão trata-se de um celular com preço médio sugerido de R$ 1.799,00 se torna um argumento vazio tendo em vista a ciência da própria marca de que o produto destina-se a uma parcela reduzida deste grande público, em função de outros N fatores que fogem ao foco deste post. Vale a pena ressaltar que,  falando de segmentações de mercado, hoje é possível interagirmos com grande parte de vários públicos utilizando as mídias sociais de forma muito efetiva.

Uma conversação transparente, franca. Um posicionamento oficial da marca com respostas ao consumidores enquanto os questionamentos surgem, ou então simplesmente abdicar do covarde ato da censura.

Fingir tudo isso apenas para abraçar o hype das mídias sociais é um jogo perigoso, com um resultado amargo, que pode ser prorrogado, mas que tem grandes dificuldades em ser revertido.

Do aprendizado, fica a lição:
Em Social Media, a tentativa de transformar conversações em monólogos de autopromoção pode ser desastrosa.

Os consumidores estão aí para provar isso, queiram ou não as marcas, publicitários, criativos, planejadores, bloggers, twitters ou quem quer que seja.

Rodrigo Prior

Chegou a hora do Twitter ser vendido?

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O Twitter acaba de entrar em sua fase especulativa para captação de investimentos, sendo avaliado (segundo o TechCrunch) em um valor entre USD 60 e 150 milhões.

Hoje, o serviço enfrenta sua segunda grande onda de adesão de usuários, estimulada principalmente pelo destaque que lhe vem sendo dado na mídia, assim como o seu uso por formadores de opinião (o que naturalmente acaba atraindo seus seguidores).

Entre fevereiro e março deste ano, o número total de pageviews do site saltou de 10 para 20 milhões, o que representa, entre outras coisas, um considerável aumento nas atividades da comunidade de usuários.

Estimar um valor de mercado abaixo do real é uma estratégia conhecida entre as empresas de capital de risco, em busca de bons negócios. Mas, acredito que o aporte de capital é algo inevitável para o crescimento e amadurecimento comercial do Twitter.

É uma versão hi-tech do famoso ditado “quem desdenha quer comprar”.

Embora o tremor de terra ocorrido na costa brasileira felizmente não tenha nos trazido grandes danos e consequências, sem dúvida ele veio para nos revelar um dado importante sobre o microblogging através do Twitter no Brasil.

Entre 21:00 e 22:00 da última terça-feira, dia do ocorrido, foram registradas 744 ocorrências da tag #TerremotoSP, número bem significativo tendo em vista que a base de usuários brasileiros representa apenas 7% do total de usuários da ferramenta.

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Para efeito comparativo da efetividade do uso da ferramenta na troca de informações sobre o ocorrido, podemos fazer uma pequena comparação com os picos diárias de citações ao candidato democrata às eleições americanas, Barak Obama, que têm ficado na média de 500 referências diárias.

Parece que o Twitter vem atingindo massa crítica entre os usuários brasileiros e está prestes a funcionar como ferramenta social de forma efetiva como pode ser observado nas comunidades de outros países como Estados Unidos e Japão.

Agora, só os usuários poderão nos mostrar se a relação dos tupiniquins com a rede terá um final feliz.