Archive for the 'Efeitos Colaterais' Category

A “polêmica viral” dessa semana fica por conta do vídeo intitulado “Gordos” criado pela DM9 para a Cia. Athletica que, na intenção de ser tornar viral, aposta na ridicularização dos gordinhos ao compará-los com “outdoors ambulantes”, tratando-os de forma preconceituosa e discriminatória.

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Clique aqui para assistir o vídeo.

Obviamente, os gordinhos não fazem parte do público-alvo da academia que, na verdade, a busca como um espaço de interação social e vêem a Cia Athletica como uma “grife”.

Felizmente, o sucesso através da viralização não ocorreu. Em seu lugar, surgiu uma enxurrada de comentários negativos à ação, assim como também uma discussão de sua validade do ponto de vista ético.

Já está mais do que na hora das grandes agências deixarem de lado o hype das novas mídias e buscarem profissionais com background suficiente para não darem furos dessa natureza.

A Internet é uma meio multi-direcional, que possibilita um feedback instantâneo e, muitas vezes, público. Mais uma motivo para redobrar o cuidado com esse tipo de ação.

Será que o “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” é um bom negócio quando a grande e esmagadora maioria dos comentários são negativos?

I don’t think so.

Update:
Parece que o pessoal percebeu que o tiro saiu mesmo pela culatra e removeu o vídeo do YouTube. Ao menos um ponto pela sensatez em perceber que a ação foi mesmo um erro.

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Hoje pela manhã, Thássius Veloso, autor doMemórias Fracas chamou minha atenção através do Twitter para algo intrigante nos anúncios do AdSense de seu blog.

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Veja o Screenshot no Tamanho real

Sim! Estão sendo veiculados anúncios na rede de conteúdo do Google AdWords com títulos que fazem referência ao assassinato da garota Isabella Nardoni para atrair cliques e, consequentemente, visitas para sites anunciantes. Os links fazem referência a blocos de anúncios, o que nos dá uma margem ainda maior para observarmos uma certa má fé em tudo isso.

Claro que o AdWords tem em sua defesa o argumento de que não possui uma forma rápida e automatizada para barrar esse tipo de publicidade mas, onde está o senso crítico de quem publica anúncios desse natureza?

Onde fica a ética ao explorarem uma tragédia através da publicidade? Será que já não bastam os excessos por parte da mídia jornalística?

Update em 24/04/08 - 11:40:
Link enviado por Carol Reine que contribui muito para a discussão: Caso Isabella aumenta audiência de telejornais em até 46%, diz colunista

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Quando tudo já parecia muito confuso no cenário das redes P2P no país, o parlamento alemão aprovou uma nova emenda de lei que facilita o acesso da indústria fonográfica às informações sobre as pessoas que compartilham e baixam músicas por elas. Agora, os detentores dos direitos autorais poderão solicitar diretamente aos provedores os dados de seus clientes que tiverem seus endereços IPs identificados e associados à pratica julgada ilegal, necessitando apenas de uma ordem judicial.

Até o momento, as grandes gravadores tinham como procedimento padrão para esses casos a instauração de processos criminais, o que resultou em uma avalanche de intimações judiciais que exigiam indenizações extorsivas. Frente a essa situação, a nova emenda estabeleceu também uma multa padrão de 100 euros para pessoas que compartilharem músicas através de redes P2P.

Pelo jeito não é só no por aqui que os poderes público e judiciário trabalham em detrimento das empresas privadas.

via P2P Blog

Rodrigo Prior

Deu zebra no Safari urbano?

zebra_safari_urbano.jpgA moda das ações envolvendo bloggers acaba por gerar uma discussão interessante do ponto de vista ético. Não obstante do padrão “mais do mesmo” que vem se repetindo incessantemente pelas agência ditas criativas, o Safari Urbano surge como algo que parece transpor o limite da “cortesia voluntariosa”.

Convidar bloggers para um suntuoso passeio sortido de regalias que muitos deles não poderiam conferir por conta de seu padrão econômico, a troco de testarem um novo celular da marca patrocinadora do evento, pode soar como um “descompromisso” tão compromissado a ponto de exercer uma pressão psicológica sob seus ilustres convidados.

Obviamente, grandes anunciantes podem ser dar ao luxo de oferecer “mimos” desta natureza, no entanto, isso bate de frente com os valores éticos pregados por aqueles que querem firmar o universo dos blogs como mídia alternativa às tradicionais.

Mas, peraí. E onde fica o ROI (retorno do investimento) nessa história?

Ao questionar um dos idealizadores da ação, recebi algumas respostas que não acabaram por me convencer:

enloucrescendo @rodrigoprior só os artigos garantem que sua marca seja falada para um público gigante, por um formador de opinião. on e offline.

enloucrescendo @rodrigoprior ROI é medido pelas mais de 100 meções no Twitter, mais as centenas de fotos, e dezenas de artigos, sobre a ação e o celular

Primeiramente, a “garantia de que sua marca seja falada por um público gigante” é algo muito subjetivo. Quantas das pessoas que comentaram a ação realmente se interessaram pelo aparelho? Agora, falarmos de formação de opinião, principalmente quando o público alvo é o referido consumidor potencial do aparelho (que não custa nem um pouco barato, o que aumenta a seletividade na hora das influências para aquisição) torna-se um assunto delicado. Utilizar tal argumento chega a ser uma afronta à inteligência dessas pessoas.

É errôneo tenta resgatar conceitos antigos como o da formação de opinião para um ambiente onde existe abundância de informações e as pessoas possuem parâmetros sólidos o bastante para estabelecerem sozinhas seu ponto de vista sem a dependência de influência alheia. Logo, todo o contexto da ação (que pode ser facilmente pesquisada e encontrada através da própria Internet) certamente é passível de ser visto com olhos de descrédito.

Quanto a medir ROI, através do número de menções no Twitter, parece uma armadilha bem atraente.

Podemos observar centenas (ou até mesmo milhares) de pessoas discutindo a ação, ou qualquer outro assunto ou produto, porém, sem podermos afirmar qual seria o teor ou o nível de influência exercido por tal conversação do coletivo.

Este post é uma prova de que a fórmula “fale bem ou fala mal, mas fale de mim” não é válida quando o assunto envolve a intenção de divulgação de um determinado produto ou serviço para um público capaz de buscar as informações necessárias para chegarem a uma opinião independente das influências alheias.

Gostaria de conhecer outras opiniões e pontos de vista a respeito da questão, claro, mantendo uma discussão sadia e construtiva.

Conto com o bom senso de vocês.
:-)

blackout.jpgDurante a tarde de hoje, 30/03/2008, os donos de websites hospedados pela Locaweb puderam vivenciar uma experiência nem um pouco agradável. Por um período de quase 3 horas, um “apagão completo” tirou do ar os sites dos clientes, assim como o site da própria empresa . Se o evento houvesse ocorrido no dia de ontem, até poderíamos associá-lo à uma adesão (de mal gosto, claro) ao Earth Hour.

Às 16:45, um dos blogs corporativos da empresa (destinado à informar os clientes sobre os status de seus serviços) relatava em um post (de forma muito superficial) que ocorreu uma pane no fornecimento de energia ao Datacenter.

Agora, imagine as dimensões do prejuízo causado pela indisponibilidade de um site de e-commerce durante 3 horas ou então de estar apresentando seu site durante um evento e simplesmente o mesmo estar inacessível. Essas duas situações puderam ser vividas (e amarguradas) por Fábio Seixas e Diego Mascarenhas, que, muito provavelmente, não terão os prejuízos causados ressarcidos.

Sinceramente, para um provedor de hospedagem com as dimensões de uma Locaweb, culpar o fornecimento de energia é uma forma um tanto quando irônica de subestimar a inteligência de qualquer usuário que conheça um pouco mais a estrutura de um Datacenter que, aliás, cita em seu próprio website que possui geradores à Diesel.

Parece que o grande império da hospedagem web brasileira (que se encontra na fila para disponibilizar suas ações na Bovespa) não está totalmente preparado para lidar com seu próprio crescimento.

É imprescindível que em um relacionamento de aproximação, como o que a Locaweb vem tentando com seus clientes, nunca se abra mão da transparência.

A pequena notável (mas não menos graciosa) Gabi ainda irá demorar muitos anos (ou não) antes de perceber o que seu vídeo postado por seus pais corujas no Youtube representa:

De um lado, existe uma clara percepção de como os investimentos em estudos de usabilidade fazem com que a Apple ofereça aos seus usuários produtos de rápida e fácil assimilação de uso, podendo suas funções básicas serem dominadas em pouquíssimos minutos de contato com o hardware.

Porém, existe uma outra coisa muito mais importante que nos é comprovada por uma criança de 2 anos: Como a tecnologia vem se tornando algo natural para as crianças, fazendo parte de seu cotidiano de “pequeninos usuários” cada vez mais cedo.

Durante a finalização deste post, encontrei mais um vídeo que mostra Gabi barbarizando no iPhone:

“No calling people” diz Gabi. (Valeu pela dica Duda)

Como será a publicidade voltada para esse público? Como ficará a ética da publicidade frente à construção de valores e conceitos que poderão influenciar vidas inteiras?

Hora de colocarmos as cabeças para pensar.

Hoje pela manhã, tomei conhecimento do vazamento da nova home do Portal iG através do colega Fábio Seixas. Estes “vazamentos” já não são mais novidade e meio que se tornaram um “clichê” quando os grandes players da web decidem comunicar novidades ao mercado.

Clique sobre a imagem para acessar um preview com o detalhamento das novas funcionalidades:

nova_home_ig.jpg


Otimizada?

Sim. A nova home do iG traz melhorias significativas no que diz respeito a hierarquização das informações. Agora, ficou mais fácil identificar de maneira clara e rápida os assuntos abordados, assim como suas áreas de interesse encontram-se mais destacadas.

Inovadora?
Nem tanto. As mudanças feitas para a nova versão acompanham as tendências do mercado dos grandes portais brasileiros de conteúdo o que, em alguns momentos, faz com que a nova home do iG traga elementos que remetam indireta (ou diretamente) aos portais UOL e Terra.

O que essa nova versão nos ensina sobre o iG?
Que sem dúvida o portal conseguiu se desvencilhar da antiga imagem de provedor de serviços gratuitos e consolidou-se como fonte de conteúdo e entretenimento. Outra fator que chama muito a atenção é o aumento considerável da área de anúncios do iG Shopping, o que demonstra de forma clara uma atenção mais do que especial do veículo para com a publicidade voltada às vendas online, que vêm se tornando uma de suas principais fontes de receita.

Levando em consideração o modelo de negócios e o posicionamento estratégico do portal, considero a mudança mais do que pertinente.

Ponto pro iG.

Após o anúncio dos novos produtos, pôde-se verificar um considerável movimento de queda no valor das ações da Apple, o que, tecnicamente, contraria a tendência natural do desempenho das ações de empresas que comunicam novidades ao mercado. No fechamento de hoje da Nasdaq, os papéis acumulavam queda de 11,66 pontos, representando uma performance negativa de -6,52% em seu valor.

acoes_apple.gif

Minha suspeita é de que esse tipo anúncio resulta em uma desaceleração nas vendas dos produtos, ou seja: os consumidores que programavam adquiri-los em breve acabam por adiar essa decisão, tendo em vista comprá-los assim que lotes com as novas características cheguem ao mercado, gerando um delay de queda nas vendas.

Em uma conversa com o comparsa internético Luis Henrique, acabamos por levantar uma outra suspeita: talvez as ações tenham caído frente a uma frustração dos investidores em relação às novidades apresentadas. Algo do tipo “gostamos, mas esperávamos mais” (talvez como o impacto gerado pelo lançamento do iPhone).

Vamos acompanhar o desempenho das ações durante o dia de amanhã para verificarmos se a situação trata-se de  fogo de palha ou se a queda realmente se consolidará.

Faça suas apostas!

Rodrigo Prior

Preparados para a Virtual Wii-ality?

Há algum tempo, em minhas andanças pela web, encontrei alguns dos vídeos de Johnny Chung Lee no YouTube, demonstrando seus experimentos de interação humana com computadores.

Recentemente, acabei me deparando mais uma vez com um dos vídeos do cara, o que me revelou novamente uma grande surpresa.

Em seu novo experimento, Lee criou um interessante modelo de interatividade utilizando um Wii-mote, um óculos com sensores infra-vermelho e uma televisão, onde os movimentos da cabeça do usuário são rastreados, possibilitando assim a movimentação das imagens, simulando um ambiente de três dimensões.

Veja o resultado:

Possivelmente, algo desse gênero será o futuro da interação humana em video-games.

Simplesmente, Fantástico!

O Estadão acaba de dar um novo (e desajeitado) passo em sua conturbada relação com a Internet e o ditos modelos monetizáveis da web 2.0.

Após desdenhar o potencial dos blogs colocando em dúvida a capacidade de raciocínio de seus editores, quando, em uma peça publicitária, os comparou com macacos de forma generalista e, posteriormente, tentou um “esclarecimento público” sobre a campanha que só não terminou pior para o veículo pela postura pouco enérgica dos bloggers presentes, o todo poderoso “ão” parece ter executado com precisão milimétrica seu mais novo tiro no pé.

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O portal Limão (espremido carinhosamente sob os olhos do usuários) é um desatenta tentativa de aproximação do jornal com o formato dos portais de informação customizáveis pelo usuário. Sem dúvida, um excelente laboratório de testes que já  nos dá vários exemplos de como não se deve fazer algumas coisas na Internet.

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Analisando sua interface, cheguei à conclusão de que a proposta inovadora acaba não passando de uma confusa e complicada “réplica paraguaia” do Netvibes. Dentre outros tropeços, podemos destacar as opções totalmente ilegíveis do menu em seu estado normal, sendo preciso que o usuário posicione o cursor sobre os botões para poder visualizar o nome dos itens, ou seja, um ingênuo(porém gravíssimo) erro de usabilidade.

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Também é possível observar uma notável contradição ao tão defendido princípio do Jornal que diz buscar sempre uma definição clara para linha que divide a relação igreja x estado. Podemos notar peças publicitárias distribuídas entre o conteúdo, sem que haja uma clara distinção dos demais elementos do site.

Por último, os nomes do canais internos poderiam ter sido ao menos pesquisados antes de serem definidos. Isso talvez pudesse evitar a escolha de nomes como o do blog Com Limão.

Parece que o Estadão ainda tem que muito o que aprender sobre a Internet, principalmente no que diz respeito a conteúdo colaborativo e interação com usuários.

Custa-me acreditar que o um dia o  “limão nos olhos” possa se transformar em uma saborosa caipirinha.

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