Archive for the 'De olho nas Novas Mídias' Category

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Em uma fase onde o mercado brasileiro vem mostrando uma crescente necessidade em afirmar o potencial das mídias interativas, a Chevrolet aposta suas fichas no lançamento de uma campanha 100% voltada para o meio online.

Lançada no dia 17/06, o Prisma Jump tem como idéia principal aproximar os potenciais consumidores e o veículo, através de uma experiência onde o Prisma representaria uma grande conquista em seu universo de auto-realização.

Para isso, entre outras peças, foi lançado um hotsite repleto de conteúdo rico em interação e um leilão online (Prisma BID) que incentiva a participação do usuário oferecendo como prêmio um Prisma 0 Km para aquele visitante que concretizar o maior lance (entre os 3 permitidos) sem cobertura por outro participante até 2 minutos antes do encerramento do período onde os mesmos serão aceitos.

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Uma das coisas que mais atraiu minha atenção nessa campanha, foi a fórmula criada para incentivar a realização de test-drives do veículo. Para isso, o hotsite da ação promocional oferece uma “turbinada” na participação dos usuários que realizarem a experimentação, lhes dando o direito de realizar mais 2 lances adicionais.

Bacana também é a notável divulgação que vem sendo feita em mídias digitais, assim como nas redes sociais online, inclusive com a distribuição de widgets.

Vale a pena lembrar que o valor arrecadado com os lances do leilão será inteiramente doado a uma instituição de caridade.

Pontos para a Chevrolet e a AG2. ;-)

Uma recente novidade do Youtube promete expandir de forma considerável as opções de interatividade dos vídeos online.
Agora, através da ferramenta de publicação, será possível adicionar objetos de interação que permitirão que os usuários acessem diretamente outros vídeos, informações de interesse relativo às imagens que se vêem ou até mesmo links para outros sites através de cliques na tela do player.

Clique aqui para assistir um vídeo utilizando os novo recursos

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No exemplo apresentado, um simples truque de cartas como este de Lance Burton, ganha uma abordagem muito mais envolvente (e porque não dizer, excitante) ao permitir que o usuário interaja com ele, sendo direcionado a desfechos diferentes de acordo com as opções que ele faz ao decorrer do vídeo.

Nem preciso dizer que, para a publicidade, isso é um prato mais do que cheio. Interagir tem sido uma das formas mais efetivas de driblar o desgaste dos formatos tradicionais de mídia.

Como não poderia ser diferente dentro do modelo de gestão praticamente impecável do YouTube, nem tudo são flores. O recurso ainda não foi disponibilizado para os vídeos inseridos em sites de terceiros, sendo limitada apenas aos que são visualizados diretamente no YouTube.

Tá aí, mais um ponto positivo fortíssimo na consolidação do YouTube como canal.

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Acaba de ser lançado o Microonderia, um concurso online surgido através de uma parceria entre o Camiseteria e a Brastemp, que irá premiar os melhores visuais para fornos de microondas enviados pelos participantes que se inscreverem através do site.

Entre os prêmios, estão o valor de R$ 1.000,00, um microondas customizado com a arte criada pelo ganhador e a grande oportunidade de ter o trabalho vencedor divulgado em pontos de venda por todo o Brasil, ao lado de criações de artistas digitais famosos como Adhemas Batista e Ronaldo Fraga.

Bacana ver esse tipo de ação desenvolvida pela união entre duas empresas de culturas diferentes, fundamentada na criação de conteúdo por parte do usuário, assim como no potencial viralizador das redes sociais online.

Com certeza isso ainda renderá muita mídia espontânea para as duas marcas.

Fazer o quê? O que é bom, a gente passa pra frente. ;-)

Rodrigo Prior

O que podemos esperar do segredo do cofre?

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Ontem, através do Twitter (e depois subjulgam a utilidade dele) tomei conhecimento deste teaser promocional:

Em um primeiro momento, os símbolos iconográficos apresentados sugeriram algo familiar, no entanto, não foi o suficiente para que eu desvendasse a charada.

O vídeo remete ao domínio www.osegredodocofre.com.br que apresenta mais um teaser da promoção indicando novidades na data de 01/06/2008.

Ao pesquisar o responsável pelo registro do domínio, encontrei também na lista de outros endereços registrados a url www.osegredomicrosoft.com.br (de criação datada de meados de Março), o que possibilitou que eu matasse a charada e descobrisse a empresa por detrás do segredo, visto que os mesmos possuem datas de publicação próximas e compartilham de conteúdo idêntico.

A partir daí, também pude associar os ícones apresentados a alguns produtos da Microsoft como o Zune, o Mouse Basic Optical e o joystick do X-Box 360.

O nome que divulga a marca ter sido registrado anteriormente ao divulgado no vídeo, sugere uma possível mudança de nome que, na minha opinião, teve muita valia estratégica na ação.

A opção pela mudança de nome (caso tenha mesmo ocorrido da forma que imaginei) foi muito pertinente. Associar a ação promocional à Microsoft em um primeiro momento poderia se tornar instantaneamente um forte argumento de rejeição entre mac lovers e usuários da comunidade Linux.

Agora, nos resta saber o que a gigante do vale do silício esconde dentro de seu cofre.

Após um longo período de estudos e desenvolvimento, a nova versão do IG Shopping  chega totalmente reformulada e repleta de novidades. Agora, os visitantes poderão participar de maneira ativa na criação e categorização do conteúdo através de um sistema de contas de usuário e conteúdo colaborativo.

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Entre as novas funcionalidades, podemos destacar o quadro que permite aos visitantes acompanharem a evolução dos preços dos produtos, facilitando a escolha do momento ideal para a aquisição.

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Outra novidade bem interessante são as listas “eu tenho” e “eu quero” destinadas aos produtos que os usuários já possuem e que desejam adquirir, respectivamente. No novo sistema de avaliações dos produtos, é possível que sejam dadas notas à características dos produtos como a facilidade de uso, o custo/benefício e o seu design.

Um sistema de tag cloud foi inserido possibilitando a identificação dos produtos mais procurados pelos clientes, o que nos dá uma visão clara dos “produtos quentes” no momento.

Com essas novidades, o iG Shopping dá um grande e importante passo no mercado de comparações de preços online.

Também foi criado um Blog sobre novidades e testes dos produtos que, na minha opinião, acabou pecando um pouco pela superficialidade dos posts.

Dica muito bacana do Victor Vasques do ComLimão, que participou do processo de criação dessa nova versão do Shopping IG.

A “polêmica viral” dessa semana fica por conta do vídeo intitulado “Gordos” criado pela DM9 para a Cia. Athletica que, na intenção de ser tornar viral, aposta na ridicularização dos gordinhos ao compará-los com “outdoors ambulantes”, tratando-os de forma preconceituosa e discriminatória.

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Clique aqui para assistir o vídeo.

Obviamente, os gordinhos não fazem parte do público-alvo da academia que, na verdade, a busca como um espaço de interação social e vêem a Cia Athletica como uma “grife”.

Felizmente, o sucesso através da viralização não ocorreu. Em seu lugar, surgiu uma enxurrada de comentários negativos à ação, assim como também uma discussão de sua validade do ponto de vista ético.

Já está mais do que na hora das grandes agências deixarem de lado o hype das novas mídias e buscarem profissionais com background suficiente para não darem furos dessa natureza.

A Internet é uma meio multi-direcional, que possibilita um feedback instantâneo e, muitas vezes, público. Mais uma motivo para redobrar o cuidado com esse tipo de ação.

Será que o “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” é um bom negócio quando a grande e esmagadora maioria dos comentários são negativos?

I don’t think so.

Update:
Parece que o pessoal percebeu que o tiro saiu mesmo pela culatra e removeu o vídeo do YouTube. Ao menos um ponto pela sensatez em perceber que a ação foi mesmo um erro.

Embora o tremor de terra ocorrido na costa brasileira felizmente não tenha nos trazido grandes danos e consequências, sem dúvida ele veio para nos revelar um dado importante sobre o microblogging através do Twitter no Brasil.

Entre 21:00 e 22:00 da última terça-feira, dia do ocorrido, foram registradas 744 ocorrências da tag #TerremotoSP, número bem significativo tendo em vista que a base de usuários brasileiros representa apenas 7% do total de usuários da ferramenta.

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Para efeito comparativo da efetividade do uso da ferramenta na troca de informações sobre o ocorrido, podemos fazer uma pequena comparação com os picos diárias de citações ao candidato democrata às eleições americanas, Barak Obama, que têm ficado na média de 500 referências diárias.

Parece que o Twitter vem atingindo massa crítica entre os usuários brasileiros e está prestes a funcionar como ferramenta social de forma efetiva como pode ser observado nas comunidades de outros países como Estados Unidos e Japão.

Agora, só os usuários poderão nos mostrar se a relação dos tupiniquins com a rede terá um final feliz.

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Hoje pela manhã, Thássius Veloso, autor doMemórias Fracas chamou minha atenção através do Twitter para algo intrigante nos anúncios do AdSense de seu blog.

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Veja o Screenshot no Tamanho real

Sim! Estão sendo veiculados anúncios na rede de conteúdo do Google AdWords com títulos que fazem referência ao assassinato da garota Isabella Nardoni para atrair cliques e, consequentemente, visitas para sites anunciantes. Os links fazem referência a blocos de anúncios, o que nos dá uma margem ainda maior para observarmos uma certa má fé em tudo isso.

Claro que o AdWords tem em sua defesa o argumento de que não possui uma forma rápida e automatizada para barrar esse tipo de publicidade mas, onde está o senso crítico de quem publica anúncios desse natureza?

Onde fica a ética ao explorarem uma tragédia através da publicidade? Será que já não bastam os excessos por parte da mídia jornalística?

Update em 24/04/08 - 11:40:
Link enviado por Carol Reine que contribui muito para a discussão: Caso Isabella aumenta audiência de telejornais em até 46%, diz colunista

Após firmar contrato com os 4 maiores players da indústria fonográfica (BMG, Sony, Universal Music e Warner Music), o MySpace parece ter deixado de lado o comprometimento por aqueles que tornaram a comunidade um sucesso.

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A nova plataforma da rede social online, passará a remunerar os artistas das grandes gravadoras pelos downloads pagos dos arquivos de suas músicas . Já os artistas sem contrato, não poderão contar com o mesmo sistema, passando a receber um valor percentual inferior.

Em uma entrevista para a revista Wired, Chris DeWolfe, um dos co-fundadores do MySpace afirmou que o principal motivo para a “falta de carinho” para com os artistas e bandas sem contrato com gravadoras é impossibilidade da criação de uma estrutura operacional capaz de remunerar todas essas pessoas.

Um certo e notável “corpo-mole” por parte do MySpace, se pararmos para pensar que o Google AdSense paga milhões de editores conteúdo web em todo o mundo através de seu sistema o que nos mostra que é totalmente possível que o MySpace também faça algo do tipo.

Creio que o contrato com as grandes gravadores tenha influenciado muito em toda essa dificuldade.

E você, o que acha sobre isso tudo?

Rodrigo Prior

Deu zebra no Safari urbano?

zebra_safari_urbano.jpgA moda das ações envolvendo bloggers acaba por gerar uma discussão interessante do ponto de vista ético. Não obstante do padrão “mais do mesmo” que vem se repetindo incessantemente pelas agência ditas criativas, o Safari Urbano surge como algo que parece transpor o limite da “cortesia voluntariosa”.

Convidar bloggers para um suntuoso passeio sortido de regalias que muitos deles não poderiam conferir por conta de seu padrão econômico, a troco de testarem um novo celular da marca patrocinadora do evento, pode soar como um “descompromisso” tão compromissado a ponto de exercer uma pressão psicológica sob seus ilustres convidados.

Obviamente, grandes anunciantes podem ser dar ao luxo de oferecer “mimos” desta natureza, no entanto, isso bate de frente com os valores éticos pregados por aqueles que querem firmar o universo dos blogs como mídia alternativa às tradicionais.

Mas, peraí. E onde fica o ROI (retorno do investimento) nessa história?

Ao questionar um dos idealizadores da ação, recebi algumas respostas que não acabaram por me convencer:

enloucrescendo @rodrigoprior só os artigos garantem que sua marca seja falada para um público gigante, por um formador de opinião. on e offline.

enloucrescendo @rodrigoprior ROI é medido pelas mais de 100 meções no Twitter, mais as centenas de fotos, e dezenas de artigos, sobre a ação e o celular

Primeiramente, a “garantia de que sua marca seja falada por um público gigante” é algo muito subjetivo. Quantas das pessoas que comentaram a ação realmente se interessaram pelo aparelho? Agora, falarmos de formação de opinião, principalmente quando o público alvo é o referido consumidor potencial do aparelho (que não custa nem um pouco barato, o que aumenta a seletividade na hora das influências para aquisição) torna-se um assunto delicado. Utilizar tal argumento chega a ser uma afronta à inteligência dessas pessoas.

É errôneo tenta resgatar conceitos antigos como o da formação de opinião para um ambiente onde existe abundância de informações e as pessoas possuem parâmetros sólidos o bastante para estabelecerem sozinhas seu ponto de vista sem a dependência de influência alheia. Logo, todo o contexto da ação (que pode ser facilmente pesquisada e encontrada através da própria Internet) certamente é passível de ser visto com olhos de descrédito.

Quanto a medir ROI, através do número de menções no Twitter, parece uma armadilha bem atraente.

Podemos observar centenas (ou até mesmo milhares) de pessoas discutindo a ação, ou qualquer outro assunto ou produto, porém, sem podermos afirmar qual seria o teor ou o nível de influência exercido por tal conversação do coletivo.

Este post é uma prova de que a fórmula “fale bem ou fala mal, mas fale de mim” não é válida quando o assunto envolve a intenção de divulgação de um determinado produto ou serviço para um público capaz de buscar as informações necessárias para chegarem a uma opinião independente das influências alheias.

Gostaria de conhecer outras opiniões e pontos de vista a respeito da questão, claro, mantendo uma discussão sadia e construtiva.

Conto com o bom senso de vocês.
:-)

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