Archive for abril, 2008

Que atire a primeira pedra quem nunca deixou passar uma palavrinha grafada incorretamente em um post. Pois é, isso acontece na vida de qualquer mortal que precisa encontrar tempo livre para escrever durante um dia agitado e cheio de trabalho.

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O Gramlee surgiu com o propósito de acabar com a preocupação com esses erros de digitação, sintaxe e concordância, através de uma equipe de revisores que realiza o trabalho em tempo real, retornando o resultado da revisão em poucos minutos.

Embora o serviço seja muito atrativo, aqueles que desejarem utilizá-lo terão que desembolsar o valor referente ao pacote de revisão de 250, 510, 1030 ou 2625 palavras, com preços a partir de USD 4,95.

Experimente gratuitamente o serviço em http://www.gramlee.com/

Rodrigo Prior

Chegou a hora do Twitter ser vendido?

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O Twitter acaba de entrar em sua fase especulativa para captação de investimentos, sendo avaliado (segundo o TechCrunch) em um valor entre USD 60 e 150 milhões.

Hoje, o serviço enfrenta sua segunda grande onda de adesão de usuários, estimulada principalmente pelo destaque que lhe vem sendo dado na mídia, assim como o seu uso por formadores de opinião (o que naturalmente acaba atraindo seus seguidores).

Entre fevereiro e março deste ano, o número total de pageviews do site saltou de 10 para 20 milhões, o que representa, entre outras coisas, um considerável aumento nas atividades da comunidade de usuários.

Estimar um valor de mercado abaixo do real é uma estratégia conhecida entre as empresas de capital de risco, em busca de bons negócios. Mas, acredito que o aporte de capital é algo inevitável para o crescimento e amadurecimento comercial do Twitter.

É uma versão hi-tech do famoso ditado “quem desdenha quer comprar”.

Agora é para valer! Após um período de testes (e para alegria dos desenvolvedores de plantão), a plataforma para desenvolvimento de aplicativos do MySpace foi finalmente lançada.

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A estratégia adotada pela rede social é bem interessante: através de uma grande visibilidade e facilidade de acesso à nova funcionalidade, eles estarão incentivando o surgimento de um número cada vez maior de aplicações o que, certamente, aumentará consideravelmente o tráfego interno da rede, que recentemente entrou em uma nova fase de exploração comercial do conteúdo.

Espertinhos, não? ;-)

Em uma ação de guerrilha muito divertida, a skate wear Zoo York, espalhou baratas pintadas com o logo de sua marca nos cascos.

O resultado disso? Um vídeo com alto potencial viral que já atingiu mais de 500 mil exibições no YouTube.

Veja aqui o vídeo da ação:

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Certamente existirão aqueles que contestarão a utilização dos animais na ação, mas não podemos negar o grande resultado obtido através dela.

via Dani Koetz

Embora o tremor de terra ocorrido na costa brasileira felizmente não tenha nos trazido grandes danos e consequências, sem dúvida ele veio para nos revelar um dado importante sobre o microblogging através do Twitter no Brasil.

Entre 21:00 e 22:00 da última terça-feira, dia do ocorrido, foram registradas 744 ocorrências da tag #TerremotoSP, número bem significativo tendo em vista que a base de usuários brasileiros representa apenas 7% do total de usuários da ferramenta.

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Para efeito comparativo da efetividade do uso da ferramenta na troca de informações sobre o ocorrido, podemos fazer uma pequena comparação com os picos diárias de citações ao candidato democrata às eleições americanas, Barak Obama, que têm ficado na média de 500 referências diárias.

Parece que o Twitter vem atingindo massa crítica entre os usuários brasileiros e está prestes a funcionar como ferramenta social de forma efetiva como pode ser observado nas comunidades de outros países como Estados Unidos e Japão.

Agora, só os usuários poderão nos mostrar se a relação dos tupiniquins com a rede terá um final feliz.

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Hoje pela manhã, Thássius Veloso, autor doMemórias Fracas chamou minha atenção através do Twitter para algo intrigante nos anúncios do AdSense de seu blog.

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Veja o Screenshot no Tamanho real

Sim! Estão sendo veiculados anúncios na rede de conteúdo do Google AdWords com títulos que fazem referência ao assassinato da garota Isabella Nardoni para atrair cliques e, consequentemente, visitas para sites anunciantes. Os links fazem referência a blocos de anúncios, o que nos dá uma margem ainda maior para observarmos uma certa má fé em tudo isso.

Claro que o AdWords tem em sua defesa o argumento de que não possui uma forma rápida e automatizada para barrar esse tipo de publicidade mas, onde está o senso crítico de quem publica anúncios desse natureza?

Onde fica a ética ao explorarem uma tragédia através da publicidade? Será que já não bastam os excessos por parte da mídia jornalística?

Update em 24/04/08 - 11:40:
Link enviado por Carol Reine que contribui muito para a discussão: Caso Isabella aumenta audiência de telejornais em até 46%, diz colunista

Após firmar contrato com os 4 maiores players da indústria fonográfica (BMG, Sony, Universal Music e Warner Music), o MySpace parece ter deixado de lado o comprometimento por aqueles que tornaram a comunidade um sucesso.

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A nova plataforma da rede social online, passará a remunerar os artistas das grandes gravadoras pelos downloads pagos dos arquivos de suas músicas . Já os artistas sem contrato, não poderão contar com o mesmo sistema, passando a receber um valor percentual inferior.

Em uma entrevista para a revista Wired, Chris DeWolfe, um dos co-fundadores do MySpace afirmou que o principal motivo para a “falta de carinho” para com os artistas e bandas sem contrato com gravadoras é impossibilidade da criação de uma estrutura operacional capaz de remunerar todas essas pessoas.

Um certo e notável “corpo-mole” por parte do MySpace, se pararmos para pensar que o Google AdSense paga milhões de editores conteúdo web em todo o mundo através de seu sistema o que nos mostra que é totalmente possível que o MySpace também faça algo do tipo.

Creio que o contrato com as grandes gravadores tenha influenciado muito em toda essa dificuldade.

E você, o que acha sobre isso tudo?

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Quando tudo já parecia muito confuso no cenário das redes P2P no país, o parlamento alemão aprovou uma nova emenda de lei que facilita o acesso da indústria fonográfica às informações sobre as pessoas que compartilham e baixam músicas por elas. Agora, os detentores dos direitos autorais poderão solicitar diretamente aos provedores os dados de seus clientes que tiverem seus endereços IPs identificados e associados à pratica julgada ilegal, necessitando apenas de uma ordem judicial.

Até o momento, as grandes gravadores tinham como procedimento padrão para esses casos a instauração de processos criminais, o que resultou em uma avalanche de intimações judiciais que exigiam indenizações extorsivas. Frente a essa situação, a nova emenda estabeleceu também uma multa padrão de 100 euros para pessoas que compartilharem músicas através de redes P2P.

Pelo jeito não é só no por aqui que os poderes público e judiciário trabalham em detrimento das empresas privadas.

via P2P Blog

O número de redes sociais e ferramentas colaborativas online cresce num ritmo acelerado o bastante para nos oferecer novidades quase que diárias. Já acompanhar todos esses serviços, comunidades e redes, acaba por se tornar uma tarefa cada vez mais difícil.

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O Socialthing! surge como uma opção para gerenciar toda essa confusão de forma simplificada, valendo-se do conceito de lifestream.

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A grande promessa da ferramenta é oferecer uma maneira para acompanhar as atividades de seus amigos através de apenas um site, que funcionaria como um ponto centralizador, permitindo interagir com outros sites e serviços em tempo real.

A idéia, sem sombra de dúvidas, é muito boa e o site oferece compatibilidade com um grande número de serviços. O único contra que pude perceber foi um relativo delay entre os serviços e a indexação feita pelo Socialthing! que, mesmo assim, não ofusca o brilho desta novidade.

Vale a pena testar.

Rodrigo Prior

Deu zebra no Safari urbano?

zebra_safari_urbano.jpgA moda das ações envolvendo bloggers acaba por gerar uma discussão interessante do ponto de vista ético. Não obstante do padrão “mais do mesmo” que vem se repetindo incessantemente pelas agência ditas criativas, o Safari Urbano surge como algo que parece transpor o limite da “cortesia voluntariosa”.

Convidar bloggers para um suntuoso passeio sortido de regalias que muitos deles não poderiam conferir por conta de seu padrão econômico, a troco de testarem um novo celular da marca patrocinadora do evento, pode soar como um “descompromisso” tão compromissado a ponto de exercer uma pressão psicológica sob seus ilustres convidados.

Obviamente, grandes anunciantes podem ser dar ao luxo de oferecer “mimos” desta natureza, no entanto, isso bate de frente com os valores éticos pregados por aqueles que querem firmar o universo dos blogs como mídia alternativa às tradicionais.

Mas, peraí. E onde fica o ROI (retorno do investimento) nessa história?

Ao questionar um dos idealizadores da ação, recebi algumas respostas que não acabaram por me convencer:

enloucrescendo @rodrigoprior só os artigos garantem que sua marca seja falada para um público gigante, por um formador de opinião. on e offline.

enloucrescendo @rodrigoprior ROI é medido pelas mais de 100 meções no Twitter, mais as centenas de fotos, e dezenas de artigos, sobre a ação e o celular

Primeiramente, a “garantia de que sua marca seja falada por um público gigante” é algo muito subjetivo. Quantas das pessoas que comentaram a ação realmente se interessaram pelo aparelho? Agora, falarmos de formação de opinião, principalmente quando o público alvo é o referido consumidor potencial do aparelho (que não custa nem um pouco barato, o que aumenta a seletividade na hora das influências para aquisição) torna-se um assunto delicado. Utilizar tal argumento chega a ser uma afronta à inteligência dessas pessoas.

É errôneo tenta resgatar conceitos antigos como o da formação de opinião para um ambiente onde existe abundância de informações e as pessoas possuem parâmetros sólidos o bastante para estabelecerem sozinhas seu ponto de vista sem a dependência de influência alheia. Logo, todo o contexto da ação (que pode ser facilmente pesquisada e encontrada através da própria Internet) certamente é passível de ser visto com olhos de descrédito.

Quanto a medir ROI, através do número de menções no Twitter, parece uma armadilha bem atraente.

Podemos observar centenas (ou até mesmo milhares) de pessoas discutindo a ação, ou qualquer outro assunto ou produto, porém, sem podermos afirmar qual seria o teor ou o nível de influência exercido por tal conversação do coletivo.

Este post é uma prova de que a fórmula “fale bem ou fala mal, mas fale de mim” não é válida quando o assunto envolve a intenção de divulgação de um determinado produto ou serviço para um público capaz de buscar as informações necessárias para chegarem a uma opinião independente das influências alheias.

Gostaria de conhecer outras opiniões e pontos de vista a respeito da questão, claro, mantendo uma discussão sadia e construtiva.

Conto com o bom senso de vocês.
:-)