Resolvi por adiar um pouco a publicação dessa segunda parte do artigo, pois creio que a publicação no meio do feriado iria diminuir um pouco a participação dos leitores. Enfim, sem mais delongas, voltemos ao assunto.

É indispensável nomear pessoas-chave em cada setor da empresa para que as mesmas estejam aptas a auxiliar na construção de respostas e posicionamento frente à questões que venham surgir no meio online. Por exemplo, caso surja um hoax (boatos geralmente disseminados por e-mail) sobre um possível tratamento indigno de funcionários, será necessário trabalhar junto ao profissional de relações públicas para produzir uma rápida nota oficial sobre a falsa informação.

Aproveite o potencial dos que já participam ativamente da Social Media. Estes são altamente indicados para auxiliá-lo, inclusive pelo fato de que pessoas que produzem o conteúdo de Blogs ou participam ativamente de discussões e debates online geralmente são leitoras de muitos blogs, o que pode ser um importante termômetro para identificar tendências e encontrar meios inteligentes para a geração de réplicas neste meio. Lembre-se: Na Internet, as informações ecoam e tomam grandes proporções muito rápido, portanto, esteja pronto para dar respostas rápidas, porém precisas.

Não menos importante é também alocar verba para esse trabalho. Embora muitas ferramentas estejam disponíveis gratuitamente na Internet, algumas vezes faz-se necessária a utilização de serviços pagos como por exemplo, publicidade, sistemas de envio de mensagens, e até mesmo a criação de hotsites voltados à comunicação de idéias específicas.
Amanhã irei concluir a terceira última parte deste post, onde comentarei sobre como podemos tornar a Social Media uma importante ferramenta de vendas e também como podemos mensurar o retorno de nossas atividades.

Agradeço o apoio dos que estão lendo e ajudando de alguma forma sua conclusão deste artigo ;-)

2 comentários em “Sua empresa aproveita o potencial da Social Media? (2 de 3)”

  1. Moscatellion 02 mai 2007 at 11:45 am

    Que venha a parte 3! Muito bom mesmo cara. Eu não tinha muita noção do que é Social Media. Agora tenho um chão! Abraços!

  2. Rubenson 13 jun 2007 at 11:07 am

    Acho que, ao contrário de muitos comentários, essa equipe de publicitários atingiu seu objetivo e não vejo nenhuma falta de ética; explico porque: em primeiro lugar, deveríamos, antes de dar atenção a “astrônomos amadores”, termos mais confiança nos astrônomos profissionais e não o contrário e isso acontece no Brasilzinho véio de guerra desde o tempo do Império, ou seja, a fofoca é a base da sociedade. Em segundo lugar, ao lermos tal anúncio e, depois, sabermos que não foi um golpe e sim uma campanha publicitária, não cabe a nós julgar quem está certo ou não em consumir a marca, afinal, vivemos uma democracia e livre concorrência de mercado, onde compra quem pode ou quem quer, ou os dois. Em terceiro lugar, estamos aqui, como em outros debates virtuais, dando audiência à tal campanha que a maioria acha de mal gosto, o que não é o meu caso porque costumo filtrar e pesquisar tudo o que ouço ou leio (obrigação de qualquer pessoa que se julga com o mínimo de cultura), antes de simplesmente espalhar boatos ou mesmo disseminar pânico. Em quarto lugar, notícia espalhada pela internet à qual só tem acesso 16% da população do Brasil, que deduz-se ser uma fatia um pouco mais informada e modernizada, deveria ser entendida de forma diferenciada, e nesse caso, acontece exatamente o contrário: pessoas com acesso à informação virtual achando que uma estratégia de marketing comum poderia causar pânico a uma maioria que sequer soube do acontecido por não ter o tal acesso. É muito comum, penso eu, pessoas pertencentes a um pseudo-patamar cultural mais elevado, não admitirem uma falha gravíssima que é negligenciar o fato de que mascaram a própria falta de filtro e fundamentação do que lêem, vêem e/ou ouvem. Essa é a minha humilde opinião e, antes que surjam comentários nesse sentido, deixo bem claro que não sou publicitário nem coisa que o valha, não sou consumidor da marca e nem trabalho para ela, portanto, não estou sendo parcial e nem legislando em causa própria. Grato.

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